Milho sobe 2,6% em Chicago após relatório do USDA desta terça-feira, mas ainda acumula desvalorização de até 8,5% em junho
B3 acompanhou altas de hoje e fechou o mês andando de lado
A terça-feira (30) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando avanços na Bolsa de Chicago (CBOT), que começaram a ser registrados após a divulgação dos novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Mesmo assim, as principais posições acumularam perdas mensais de até 11% ao longo de junho.
Segundo a análise da Agrinvest, o dia foi de alta para os cereais na CBOT, já que USDA trouxe uma leve redução em relação a intenção de plantio de março/26, saindo de 38,58 milhões de hactares para 38,57 milhões divulgados hoje.
“Nos estoques trimestrais a redução veio abaixo do que o mercado esperava”, acrescentam os analistas.
A atualização dos estoques trimestrais de grãos dos Estados Unidos dos USDA apontou volume de 134 milhões de toneladas, enquanto a média esperada pelos traders era de 137,37 milhões. Em março, o número era de 229,22 milhões e, em 1º de junho de 2025, de 117,94 milhões de toneladas.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,12 com valorização de 10,75 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,16 com alta de 6,50 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,36 com elevação de 6 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,51 com ganho de 5,75 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira (29), de 2,67% para o julho/26, de 1,58% para o setembro/26, de 1,40% para o dezembro/26 e de 1,29% para o março/27.
Mesmo assim, ao longo de todo o mês de junho, os contratos do cereal norte-americano acumularam desvalorizações de 9,83% para o julho/26, de 11% para o setembro/26, de 7,28% para o dezembro/26 e de 6,87% para o março/27, no comparativo com o fechamento do dia 29 de maio.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho registraram ganhos no pregão desta terça-feira e fecharam o mês de junho com flutuações leves sendo acumuladas.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o milho operou em alta nesta terça-feira acompanhando as movimentações internacionais de valorização dos futuros.
“Desde o início da semana o mercado segue com baixa liquidez e poucas movimentações. Em Querência/MT, o milho julho/26 é ofertado próximo de R$ 47,00 a saca, enquanto compradores indicam R$ 45,00 via cooperativa. Em novembro/26, os bids de exportação seguem próximos de R$ 50,00/sc, enquanto os prêmios de exportação seguem sem grandes movimentações”, ressalta a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,75 com alta de 0,22%, o setembro/26 valeu R$ 68,20 com elevação de 0,84%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,63 com queda de 0,03% e o março/27 teve valor de R$ 75,07 com ganho de 0,11%.
Ao longo de todo o mês de junho, os contratos do cereal norte-americano acumularam, altas de 0,13% para o setembro/26, de 0,12% para o janeiro/27 e de 0,04% para o março/27, além de baixa de 1,02% para o julho/26, no comparativo com o fechamento do dia 29 de maio.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou leves recuos neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Ubiratã/PR, enquanto encontrou valorização somente em Campinas/SP.

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