Casos de greening são confirmados no RS












Imagem: BP Money
Fernanda Toigo


O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou os primeiros casos de greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), no Rio Grande do Sul.

A doença apareceu em plantas cítricas de um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. Técnicos da rede laboratorial do ministério confirmaram o diagnóstico.

Doença ameaça produção de citros

O greening é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, inseto presente nos pomares brasileiros há cerca de duas décadas.

Embora não represente risco à saúde humana, a doença causa prejuízos significativos à citricultura. Os sintomas incluem deformação dos frutos, queda da qualidade e redução da produtividade das plantas.

A bactéria pode atingir diferentes variedades de citros, como laranjas, tangerinas, mexericas, limas e limões.
Governo intensifica monitoramento

Após a confirmação dos casos, equipes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento nas áreas próximas ao foco da doença.

As autoridades também reforçarão a fiscalização do trânsito de mudas e ampliarão a vigilância fitossanitária em toda a região, com atenção especial aos pomares comerciais.


Conforme determina o protocolo sanitário, as equipes irão erradicar as plantas contaminadas e intensificar o controle do psilídeo transmissor.
Avanço da doença preocupa setor

Por fim, o Rio Grande do Sul mantinha um programa de vigilância contra o greening desde 2004. Nos últimos anos, os órgãos de defesa agropecuária reforçaram as ações devido ao avanço da doença em países vizinhos e em estados do Sul do Brasil.

Aliás, primeiro registro da doença no país ocorreu em São Paulo, em 2004. Desde então, o greening se espalhou por importantes regiões produtoras de citros.

Dados do Fundecitrus mostram que a incidência da doença no cinturão citrícola de São Paulo aumentou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, reforçando a preocupação do setor com o avanço da bactéria.

(Com BP Money)

Comentários