Chicago teve leves quedas com clima positivo para lavouras dos EUA
A terça-feira (23) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro acumulando mais um dia de movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest destaca que o movimento baixista aconteceu também para o trigo, especialmente diante das boas condições de desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos.
“As condições do milho permaneceram estáveis em relação à semana anterior e seguem 2 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. O clima continua bastante favorável ao desenvolvimento das lavouras, mantendo a expectativa de uma safra cheia nos EUA”, afirmam os analistas da consultoria.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,09 com queda de 1,75 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,17 com perda de 2 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,37 com baixa de 2,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,51 com desvalorização de 2,25 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (22), de 0,43% para o julho/26, de 0,48% para o setembro/26, de 0,51% para o dezembro/26 e de 0,50% para o março/27.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), finalizaram o pregão desta terça-feira com movimentações no campo positivo.
De acordo com os analistas da Agrinvest, a alta do dólar frente ao real deu suporte às cotações do cereal, compensando parte da pressão vinda da colheita da safrinha. Já no mercado físico, os preços seguem relativamente estáveis nos últimos dias, com poucas alterações nas principais praças.
“O mercado também segue atento à Goiás, onde a quebra de safra deve começar a aparecer com mais intensidade nos próximos meses. Já no Mato Grosso, a colheita perdeu ritmo devido ao excesso de umidade provocado pelas chuvas dos últimos dias. Há relatos de milho avariado em algumas regiões, além de áreas sendo colhidas com elevada umidade, o que pode gerar descontos e reduzir a qualidade do produto”, diz a consultoria.
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 63,85 com alta de 0,31%, o setembro/26 valeu R$ 67,20 com valorização de 0,83%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,26 com elevação de 0,23% e o março/27 teve valor de R$ 75,11 com ganho de 0,15%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou poucas alterações ao longo do segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorização apenas em Luís Eduardo Magalhães/BA.

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