Agora estão furtando até abelhas!







Foto: Reprodução/Irene Roiko/Prefeitura de Arapongas
Fernanda Toigo


As colmeias de abelhas nativas sem ferrão instaladas no Parque dos Pássaros, em Arapongas, foram alvo de furto e vandalismo recentemente. O crime foi confirmado após o servidor municipal Deivid Volpato, responsável pelo projeto local de educação ambiental “Abelha é Vida”, constatar que os cadeados das estruturas haviam sido arrombados e os enxames levados.

Embora o parque não possua monitoramento interno por câmeras no local exato, vídeos divulgados nas redes sociais da Prefeitura registram o ato de vandalismo que compromete a iniciativa.

Os insetos furtados pertenciam a diversas espécies, incluindo mandaçaia, iraí, jataí, mirim-droryana e mirim-preguiça, que estavam distribuídas em pontos estratégicos das pistas superior e inferior do parque. As colônias integravam o Poliniza Paraná, programa lançado pelo Governo do Estado em 2022 com o objetivo de replicar o modelo dos “Jardins de Mel” de Curitiba em quase todos os municípios paranaenses.

A Secretaria Municipal de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente (SEASPMA) já foi acionada e conduz uma investigação para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.

A perda das colônias gera um impacto direto no ecossistema local e nas atividades educativas. O foco do projeto é utilizar as colmeias como ferramenta pedagógica para demonstrar a importância dos serviços ecossistêmicos, uma vez que as abelhas nativas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras.

Além do valor ambiental, muitas dessas espécies estão ameaçadas de extinção, o que torna o esforço de reintrodução nos habitats de origem ainda mais crítico para a manutenção da biodiversidade.


Foto: Reprodução/Irene Roiko/Prefeitura de Arapongas

Globalmente, a presença desses polinizadores é vital para a segurança alimentar, sendo responsáveis pela produção de aproximadamente 90% dos alimentos e pela polinização de 70% das culturas agrícolas mundiais. Em Arapongas, o projeto visava garantir a reprodução de frutos e sementes na região, além de promover a conscientização da comunidade sobre o papel indispensável das abelhas na agricultura e no equilíbrio ambiental.


(Com TNOnline)

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